Select Page

 

Sou do tempo em que só se recomendava ovos 2 a 3x por semana, independentemente da história clínica do paciente. Tivesse colesterol elevado ou não, os ovos deviam ser ingeridos com moderação.

A questão que coloco hoje é: os ovos vieram para ficar ou é uma moda passageira?

Eu acho que é uma moda, mas que é para ficar!

 

Vamos a factos:

1. O ovo (neste caso a gema) não deixou de ter colesterol. O que se chegou à conclusão é que este não tem influência sobre o colesterol que nós produzimos (colesterol endógeno), a não ser a alguns indivíduos hiper responsivos. No geral, estudos recentes demonstram que o colesterol dietético  não afeta negativamente os lipídios séricos e que, em alguns casos, parece melhorar os perfis de partículas de lipoproteínas e a funcionalidade de HDL.

2. O ovo é muito rico em colina (vitamina do complexo B) que é aliada do cérebro.

3. Também é rico em vitamina A, D, B12, fósforo, zinco e ferro.

4. Os ovos são os que fornecem proteínas de melhor qualidade (melhor que a carne e peixe).

5. A gema contém carotenóides, como a luteína e zeaxantina, que se encontram na retina do olho, tendo um papel importante na saúde ocular.

Podemos concluir que os benefícios do ovo são maiores que as desvantagens, mas será que podemos comê-los todos os dias? A maioria das pessoas saudáveis talvez sim, mas vai ao encontro das características únicas de cada indivíduo, dos objectivos pessoais e da alimentação ao longo do dia.

É tudo uma questão de equilíbrio!