Quais são as suas intenções como mãe (como pai)?


Crescer

Considero que um dos primeiros passos no nosso caminho da parentalidade consciente é parar um momento para reflectir sobre as nossas intenções enquanto mãe ou enquanto pai. Acho que ajuda pensarmos que pais queremos ser para os nossos filhos. Como gostaria que o meu filho me descrevesse em adulto? Como quero que o meu filho olhe para mim enquanto mãe/pai? Quem quero ser para o meu filho? Muitas vezes, neste percurso de reflexão e introspecção somos confrontados com os filhos que fomos e que somos, nem sempre é fácil este encontro, mas é essencial. Com tudo isto não quero dizer que, por querermos seguir um caminho diferente daquele que os nossos pais seguiram, que os nossos pais tenham feito algo de errado. Alguns fizeram, mas acredito que a esmagadora maioria tenha feito um bom trabalho. No meu caso particular, amo a minha família e os meus pais em particular. Acho que fizeram um trabalho excepcional e considero que nos deram (a mim e aos meus irmãos) uma excelente educação. Apesar disso quero fazer algumas coisas diferentes com as minhas filhas. Essencialmente porque não nos podemos esquecer que as crianças de hoje são diferentes das crianças que nós fomos. O mundo em que vivemos está diferente daquele em que crescemos e temos que fazer adaptações, temos que aceitar essa diferença. Temos que olhar para os nossos filhos como seres humanos dignos de respeito e confiança. Não é um caminho fácil nem simples, temos que desconstruir muitos preconceitos que existem na nossa cabeça e que nos fazem agir de forma quase inconsciente. Mas mesmo quando não somos os pais que gostaríamos de ser, é importante termos consciência que agimos mal e como poderemos fazer melhor numa próxima oportunidade.

 

Vou partilhar convosco as minhas intenções como mãe e convido-vos a escreverem as vossas intenções e a colarem a lista na porta do frigorífico lá de casa. Confesso que demorei algum tempo a conseguir passar para o papel. Já tinha visto exemplos de intenções de alguns pais e achava tudo tão poético, tão bem escrito que por mais que pensasse as minhas intenções nunca eram suficientemente boas. Finalmente consegui deixar de pensar nisso e simplesmente passar para o papel aquilo que sinto e que pretendo. Deixo-vos aqui o desafio de fazerem o mesmo. Não precisam ser duas páginas, podem ser duas linhas. 

  • Conseguir ser a melhor mãe possível, em cada momento;
  • Ser uma mãe presente;
  • Conseguir demonstrar AMOR INCONDICIONAL, sendo paciente, respeitando, confiando;
  • Não só na relação com as minhas filhas, mas em particular, com o meu marido (e em todas as minhas outras relações), olhar para as diferentes situações com mente de principiante. Ser paciente, não julgar e não ficar demasiado focada nas situações negativas: deixar estar/deixar ir. Ou seja: praticar mindfulness comigo, com as minhas filhas e com os outros;
  • Perceber as necessidades das minhas filhas e agir em conformidade;
  • Estar conscientemente presente no dia-a-dia das minhas filhas.

 

Praticar parentalidade consciente. Viver com AMOR.

 

  • Amar
  • Ser paciente
  • Respeitar
  • Confiar
  • Ouvir
  • Estar presente
  • Colocar limites
  • Inspirar/Expirar
  • Olhar e ver
  • Ser/Estar

Está tudo bem!

(É um dos meus mantras)

  • Pedir desculpa/admitir os erros
  • Abraçar
  • Aprender e crescer
  • Ser verdadeira e autêntica
  • Paciência/Empatia/Amor incondicional/Compaixão e não culpa

 

Um dos livros (e uma das pessoas) que me tem inspirado neste meu caminho enquanto mãe é o livro “Educar com mindfulness” da Mikaela Ovén. Ao longo do tempo partilharei convosco outras fontes de inspiração.

“Ama-me mais quando menos o mereço. É aí que mais preciso.” Provérbio sueco

Gosto particularmente deste provérbio pois é algo que me faz muito sentido mas que nem sempre consigo colocar em prática. Perante uma situação de “birra” é tão fácil explodirmos também. E é nessa altura que temos que respirar fundo, contar até 10 e tentar compreender o que despoletou a situação. Às vezes resulta dar um abraço, outras vezes, mudar de assunto/distrair e muitas vezes temos que permitir que as emoções saiam cá para fora para depois conversarmos sobre elas. O que não resulta: ameaças, autoritarismo, fazermos uma “birra” ainda maior que os nossos filhos.


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